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07 maio 2009

EMPRESA CRIA ADESIVO CONTADOR DE CALORIAS.....


Pesquisas recentes na área da saúde têm concluido que o resultado de uma dieta não depende tanto do tipo de regime escolhido, seja ele livre de gorduras, sem carboidratos ou macrobiótico. A questão é bem mais simples: para emagrecer uma pessoa deve simplesmente ingerir menos calorias do que gasta. Mas como fazer essa conta?
Uma empresa americana está desenvolvendo um adesivo colado à pele que monitora a entrada e saída de calorias. O aparelho tem o tamanho de um band-aid e manda os dados via conexão Bluetooth para o celular do usuário, no qual um software analisa os resultados. O programa até pode dar sugestões do que fazer no dia seguinte, caso você tenha exagerado nas calorias.
O sistema que está sendo desenvolvido pela PhiloMetron, entretanto, é confiável para medir valores de até 500 calorias consumidas, o equivalente a uma barra de chocolate de 100 gramas. O dispositivo deve chegar ao mercado dos Estados Unidos em 18 meses, custando entre US$ 100 e US$ 400 (R$ 216 e R$ 865).

16 abril 2009

OBESIDADE ESTÁ LIGADA À INSULINA, E NÃO AOS GENES, DIZ ESTUDO....


Pesquisadores encontraram novas evidências sugerindo que outros fatores, que não os genéticos, podem causar obesidade. Eles descobriram que células geneticamente idênticas armazenam quantidades de gordura muito diferentes dependendo de variações sutis na forma como essas células processam a insulina.
Os pesquisadores descobriram que quanto mais rápido a célula processa a insulina, mais gordura ela armazena. O entendimento do mecanismo preciso do armazenamento da gordura no interior das células pode levar à descoberta de novas técnicas para controlar a obesidade.

Este trabalho dá apoio a um ponto de vista emergente de que nem todas as informações biológicas nas células estão codificadas no material genético.

Os pesquisadores descobriram que a variabilidade do armazenamento de energia é dependente de como as células processam a insulina, um hormônio secretado pelo pâncreas após as refeições para acionar a captação de glicose a partir do sangue para o fígado, músculos e células adiposas.
As descobertas foram publicadas no jornal PLoS ONE.

11 abril 2009

ÓLEO DE PEIXE AJUDA A TRATAR CRIANÇAS ACIMA DO PESO, DIZ ESTUDO....


A epidemia de obesidade que atinge o mundo ocidental vem se estendendo para as crianças. Estimativas atuais apontam que cerca de 15% das crianças americanas estão com peso corporal acima do ideal. O excesso de peso das crianças se traduz por alterações nos níveis de gordura no sangue que, muitas vezes, são semelhantes às de adultos. Em outros países, as crianças que apresentam comportamento social semelhante terminarão por apresentar o mesmo problema. O que está em jogo é o risco do aparecimento de problemas cardiovasculares no futuro.
A pesquisa avaliou o efeito do óleo com ômega-3 sobre o perfil de gorduras no sangue em crianças acima do peso. As crianças e adolescentes estudados, que tinham entre dez e 18 anos, fizeram dieta e exercícios regulares. Um grupo recebeu, além das orientações, doses diárias de óleo de peixe.
Aquelas que receberam o óleo de peixe melhoraram seu perfil de gorduras no sangue de forma significativa, baixaram os níveis de triglicerídeos e aumentaram o colesterol HDL, o bom colesterol. As que não utilizaram o suplemento, apesar da dieta e dos exercícios, melhoraram o peso, porém não os níveis de gorduras sanguíneas.

18 março 2009

GORDURA TRANS CAUSA LESÃO NO CÉREBRO E LEVA À OBESIDADE.....

Em uma pesquisa inédita na literatura mundial, cientistas da Unicamp descobriram que as gorduras trans afetam diretamente o cérebro, podendo levar ao descontrole no ato de comer e à obesidade.

A pesquisa indica que as dietas ricas em gorduras saturadas, como as presentes nas carnes bovina e suína, promovem a lesão de uma região do cérebro chamada hipotálamo, responsável pelo controle da fome e do gasto energético. Algumas pessoas, quando expostas a dietas hipercalóricas, perdem gradativamente este controle neural e passam a consumir mais calorias do que gastam, tornando-se obesas com o decorrer do tempo.

Esta descrição de uma lesão neurológica induzida por fatores nutricionais, levando ao desenvolvimento da obesidade, é inédita na literatura médica.

13 março 2009

DIETA À BASE DE CARNE PODE CAUSAR LESÃO NO CÉREBRO, DIZ ESTUDO...

Duas pesquisas recém-concluídas pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) atestaram que uma dieta rica em gordura animal (carne de vaca e porco) pode provocar lesões no cérebro, responsáveis por alterar o controle da fome e também o gasto calórico. Juntas, estas alterações cerebrais aumentam ainda mais o risco de obesidade, uma das doenças que mais cresce no País. O objetivo dos estudos foi identificar o motivo de algumas pessoas que comem muito engordarem e outras não.

A nova descoberta da ciência está em um contexto de aumento do índice de brasileiros que apresentam sobrepeso. Segundo uma publicação da Universidade de Brasília (UnB), só na região Sudeste a taxa de obesos cresceu 285% nas últimas quatro décadas, saindo de 0,2% para 0,77%. Acredita-se que as razões por trás do aumento da obesidade são a mudança do padrão alimentar. O famoso prato de arroz, feijão, bife e salada deu lugar à comida industrializada. Sem contar a inatividade física.

12 dezembro 2008

GENE DÁ PROPENSÃO A 'ESCOLHA DE ALIMENTOS CALÓRICOS', DIZ ESTUDO......


Uma variante de um gene ligado à obesidade (conhecido como FTO) e que está presente em 63% da população influencia os hábitos alimentares de uma pessoa fazendo com que ela consuma alimentos mais calóricos, sugeriu pesquisa da Universidade de Dundee, na Escócia. Os cientistas realizaram testes com 100 crianças entre quatro e 10 anos e descobriram que as portadoras da variante do "gene da obesidade" consumiram 100 calorias a mais em média em cada refeição.
Estas crianças optaram por tipos de alimentos que continham mais açúcar e gordura, deixando de lado opções mais saudáveis. O estudo levou em conta o metabolismo, distribuição da gordura no organismo, quantidade de exercícios físicos e hábitos alimentares das crianças. Estes resultados não alteram as recomendações dietéticas e de estilo de vida às pessoas, que são de uma alimentação relativamente saudável e exercícios físicos regulares. Fazer isto ainda tem um efeito positivo quer você seja portador desta variante genética ou não.
Os pesquisadores fazem outro alerta em função dos resultados que obteviveram, afirmando que eles "reforçam a hipótese de que o aumento da obesidade em crianças nos últimos anos pode ser atribuído à disponibilidade de alimentos baratos de alto valor energético, que podem ser mais atraentes à grande proporção da população portadora desta variante genética. As pessoas que possuem duas cópias do gene FTO correm quase 70% mais riscos de sofrer de obesidade do que aquelas que não possuem nenhuma. Em portadores de uma cópia, o risco é de cerca de 30%.
O estudo foi divulgado no New England Journal of Medicine.